O presidente do Vila Nova Futebol Clube, Hugo Jorge Bravo, fez um forte desabafo sobre as dificuldades financeiras enfrentadas pelo clube e cobrou publicamente o pagamento de dívidas de Grêmio, Vasco da Gama e Santa Cruz. Segundo o dirigente, os clubes devem valores antigos referentes a negociações de jogadores revelados ou com direitos pertencentes ao Tigrão.
Em entrevista recente, Hugo Bravo lamentou que, enquanto outros clubes recebem quantias significativas com transferências internacionais, o Vila segue sem ver o dinheiro que tem direito — o que, segundo ele, tem comprometido o pagamento de salários.
“O Vasco, que recebe um dinheiro de Portugal pelo Clayton, um valor importante. Você pega clubes como o Grêmio, que recebe do clube japonês pela venda do Everton Galdino e não repassa para o Tombense, que por consequência não passa a nossa parte. E o Santa Cruz, que tinha outro negócio encaminhado pelo João Pedro, disse que não ia pagar e simplesmente não pagou. Eu chego no final do ano aqui com a água batendo no pescoço”, desabafou o presidente.
Dívidas em aberto
Vasco da Gama: o Vila Nova cobra R$ 2,5 milhões referentes à transferência do atacante Clayton, contratado pelo Vasco junto ao Casa Pia, de Portugal. O clube goiano detinha parte dos direitos econômicos do atleta, que atualmente defende o Rio Ave.
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Grêmio: o Vila também aguarda o repasse de R$ 500 mil pela venda do lateral Everton Galdino ao FC Tokyo, do Japão. O jogador, revelado pelo Vila, pertencia à Tombense, mas o clube goiano tinha participação nos direitos econômicos.
Santa Cruz: o clube pernambucano, que atualmente é administrado por uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), deixou de pagar R$ 700 mil pela compra em definitivo do meia João Pedro, também formado nas categorias de base do Vila.

Hugo Jorge Bravo afirmou que o Vila já formalizou as cobranças e estuda medidas legais para reaver os valores. Segundo ele, o não pagamento dessas dívidas tem impacto direto nas finanças do clube e na manutenção do elenco.
“São dívidas antigas, mas que fazem muita falta. Estamos tentando honrar nossos compromissos, mas fica difícil quando não recebemos o que é nosso por direito”, concluiu o presidente.




