O presidente do Conselho Deliberativo do Goiás Esporte Clube, Paulo Rogério Pinheiro, relatou ao Diário de Goiás que foi alvo de agressões verbais e ameaças no último fim de semana em um restaurante na região dos condomínios Jardins, em Goiânia. O dirigente afirmou que estava acompanhado de parte da família, inclusive crianças, quando um homem — que se identificou como torcedor do clube — passou por trás dele e proferiu ofensas e ameaças.
Segundo Paulo Rogério, o agressor disse que ele “deveria morrer de câncer, como o pai” e que, caso isso não ocorresse, “ele mesmo o mataria”. O dirigente ainda relatou que, diante da reação de pessoas à mesa, o homem se retirou do local e depois voltou. A confusão teria sido presenciada, entre outros, pelo presidente da Câmara Municipal, Romário Policarpo.
“O episódio foi presenciado pelo presidente da Câmara Romário Policarpo, que ajudou a evitar que o mesmo me agredisse fisicamente”, disse Paulo Rogério ao Diário de Goiás. Ele acrescentou que o incidente causou “dano psicológico” às crianças presentes e gerou grande repercussão nas redes sociais.
O dirigente afirmou que já tomou providências e que as autoridades municipais possuem imagens das câmeras internas do restaurante, além de publicações e comentários nas redes sociais relacionados ao caso. “Já estão com as imagens das câmeras internas do restaurante, com as postagens e comentários deles nas redes sociais e de amigos também”, afirmou.
Em entrevista, Paulo Rogério descreveu o episódio e a motivação que supõe ter causado a agressão. Entre trechos destacados, ele disse:
“Estava em um aniversário, com seis crianças na mesa, todos em família, quando um cidadão, intitulado torcedor do Goiás — que foi a apenas cinco jogos no ano do clube — passou por trás de mim, me ameaçou de agredir e proferiu palavras pesadas contra meu pai, minha família e a mim, me ameaçando de me matar, sem respeitar as mulheres e crianças na mesa. Quando pessoas da mesa foram para cima dele, ele saiu do local e voltou à mesa dele. Pedi a conta e fui embora com minha família.”
Sobre a reação às investidas e os próximos passos, o dirigente disse:
“Sim, atitude está sendo tomada, tudo dentro do que a lei permite. Tenho mais de 10 testemunhas. Houve um dano psicológico com as crianças, uma repercussão gigante nas redes sociais e outras mídias, constrangimento público.”
Paulo Rogério também comentou a possível motivação do agressor e lamentou a polarização e o crescimento de episódios semelhantes no país:
“A agressão foi motivada pelo futebol. Infelizmente a sociedade brasileira está caminhando para uma insolvência social, onde as pessoas não sabem mais viver em sociedade — tudo polarizado, politizado. As redes sociais vão ser o próximo mal do século. Não se respeitam nem crianças e mulheres.”
O caso será investigado pelas autoridades competentes. A reportagem procurou o restaurante e a assessoria do Goiás para obter posicionamentos, mas, até a publicação desta matéria, não havia retorno.




