Presidente da Aparecidense revela crise financeira e admite: “Ou viramos SAF, ou fechamos as portas”
A Aparecidense vive um momento delicado fora de campo. Após uma temporada de altos e baixos — com dificuldades no Goianão e boa campanha na Série D —, o clube de Aparecida de Goiânia enfrenta uma grave crise financeira que ameaça sua continuidade.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Goiânia, o presidente Wilson Passarinho foi direto ao falar sobre a situação do clube e os desafios para 2026:
“Em 2026, a Aparecidense vai, mais uma vez, ter uma dificuldade enorme no extracampo, causada pela falta de um apoio financeiro. No caso, a prefeitura de Aparecida não irá nos ajudar diretamente, o que para um time do interior é um desastre. Ou viramos uma SAF, ou fechamos as portas. Felizmente, há uma negociação bem encaminhada junto a um banco digital mineiro, e creio que, ainda nesse ano, iremos concluir todo o processo.”
Segundo o dirigente, a dívida atual do Camaleão gira em torno de R$ 2,2 milhões. A situação crítica tem afetado desde o elenco profissional até as categorias de base, o que pode levar a cortes significativos na estrutura do clube.
“Até então, nós somos a única equipe que não contratou nenhum jogador ou membro da comissão técnica para o Goianão de 2026. Portanto, temos que nos apegar nessa SAF, até para não fecharmos as portas de vez. Uma das consequências de toda essa dor de cabeça é o corte na base. No próximo ano, a tendência é que a gente dispute apenas os estaduais sub-17 e sub-20, porque não tem como sustentar todos os jogadores desde o sub-13, infelizmente.”
Dentro de campo, a temporada 2025 foi de resultados mistos. No Goianão, a Aparecidense terminou na 10ª colocação, a apenas dois pontos do Goianésia — primeiro rebaixado. Já na Copa do Brasil, o time foi eliminado na terceira fase pelo Fluminense (agregado de 1×5). Na Copa Verde, caiu na segunda rodada para o União Rondonópolis-MT, e na Série D, após uma boa fase de grupos, parou nas oitavas de final diante do Goiatuba (3×4 no agregado).
Com a indefinição sobre a transformação em Sociedade Anônima do Futebol, o futuro do Camaleão permanece incerto.




