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Rodolfo vence drama pessoal e brilha pelo Fluminense

10 SET 2018
10 de Setembro de 2018

Quando defendeu o pênalti de Rodrigo Lindoso, Rodolfo pensou em muitas coisas. Quiseram os deuses do futebol que o goleiro do Fluminense vivesse, no Maracanã, o momento mais marcante de sua carreira até aqui. A vitória por 1 a 0 sobre o Botafogo foi apenas a segunda partida do goleiro com a camisa do Tricolor, mas serviu para que ele lembrasse das dificuldades que atravessou no passado.

Suspenso pelo uso de cocaína em 2012, quando ainda estava no Atlético-PR, o goleiro cumpriu dois anos de pena e recebeu, no início desta temporada, uma nova chance. Aos 26 anos de idade, combate diariamente a própria dependência química para manter vivo o sonho de ser jogador de futebol.

— Hoje eu estou abstinente. Eu sou dependente químico. Não fujo disso. A minha batalha é todos os dias. Mas eu tenho que lutar — desabafou.

Rodolfo entrou em campo na volta do intervalo, para substituir Júlio César. O goleiro titular sofreu uma pancada nas costas durante o primeiro tempo e não conseguiu retornar para a segunda etapa. Quando Ayrton Lucas cometeu pênalti, toda a esperança da torcida do Fluminense recaiu sobre o substituto, que brilhou.

Com a defesa, garantiu o fim de uma sequência de três jogos sem vencer do Tricolor. Comemorando como se fosse um gol, dedicou a uma pessoa muito importante em sua trajetória: a esposa Yasmin, que está grávida e não pôde ir ao Maracanã.

— Minha esposa (Yasmin) não estava aqui por estar grávida. Mas ela sempre fala para mim que quando atacante faz gol beija a aliança. Então, dedico a defesa a ela. É como se fosse um gol. Em clássico, perto do fim. Isso não tem preço — contou.


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